Relações Internacionais e Cooperação

O Conselho Nacional de Juventude tem também um papel de representação a desempenhar fora de Portugal. As Relações Internacionais não podem, pois, deixar de constituir uma das suas áreas de trabalho, à qual compete acompanhar a implementação da política juventude no quadro europeu e global, contribuindo para a sua formulação, execução, avaliação e divulgação.

Esta dimensão internacional permite, também, ao CNJ divulgar as aspirações, posições e actividades desenvolvidas pela juventude portuguesa nos espaços de participação internacionais e partilhar experiências com organizações internacionais não governamentais de juventude e conselhos nacionais de juventude de outros países.

Por outro lado, através da sua colaboração com as entidades e organizações internacionais que trabalham no domínio da juventude, designadamente com o Fórum Europeu de Juventude, de que é membro de pleno direito, com a Direcção de Juventude, Desporto e Relações com o Cidadão da Comissão Europeia, com a Direcção de Juventude e Desporto do Conselho da Europa e com a Divisão de Política Social e Desenvolvimento das Nações Unidas, o CNJ propicia às suas organizações membro a participação em programas e actividades internacionais de formação e debate.

A Área de Relações Internacionais está estruturada em três eixos: Nações Unidas e Participação da Juventude no Desenvolvimento Económico e Social, Política Europeia de Juventude e Cooperação para o Desenvolvimento.

No que diz respeito ao primeiro ponto, é compromisso do CNJ promover a participação da juventude nos processos de tomada de decisão ao nível internacional e potenciar a coordenação mundial das políticas de juventude. De destacar a organização do Fórum Mundial da Juventude do sistema das Nações Unidas, em Braga, em 1998, da Reunião Consultiva de Avaliação dos 10 Anos do Plano Mundial de Acção para a Juventude das Nações Unidas, realizada em Coimbra, em 2005, e a participação do CNJ, neste mesmo ano, na 60ª Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Ao nível da Política Europeia de Juventude, são seus objectivos contribuir para a promoção da participação dos jovens na tomada de decisões no âmbito da União Europeia e do Conselho da Europa e na gestão dos programas europeus de juventude, promover a inclusão das políticas de juventude no quadro da Europa Social e fomentar a criação de um espaço europeu de educação, formação, emprego e mobilidade juvenil.

O CNJ assume, ainda, como prioridades no trabalho internacional, promover a participação dos jovens e das organizações de juventude na elaboração das políticas de cooperação para o desenvolvimento e potenciar a participação juvenil na definição das políticas de juventude no espaço lusófono. De salientar ainda, relativamente a este espaço específico, que o CNJ é membro fundador do Fórum de Juventude da CPLP.

Além destes espaços, o CNJ celebra protocolos bilaterais com outros conselhos de juventude onde se trocam experiências, se concertam posições e se planeiam actividades conjuntas.

As questões internacionais, à semelhança do que acontece com outras áreas, encontram um espaço de reflexão privilegiado no seio da Comissão, onde se delineiam estratégias e se faz o acompanhamento do trabalho da área de Relações Internacionais.